'Chocolat Festival' na Bahia tem 12 Empreendedores paraenses; veja quem são
- Rodrigo Lopes
- 22 de jul. de 2024
- 2 min de leitura
No total, 27 cacaueiros compartilham um espaço reservado ao Pará em um dos maiores eventos do segmento no Brasil

No total, 27 cacaueiros compartilham um espaço reservado ao Pará no Chocolat Festival, onde têm a chance de dialogar com os visitantes e expor tanto a produção in natura como a já industrializada.
Os apreciadores de chocolate poderão degustar algumas das melhores marcas nacionais e de produtos gourmet. Os empreendedores do segmento também terão a oportunidade de dialogar com profissionais do setor de chocolate e cacau que buscam fazer negócios.
São mais de 200 expositores e 100 marcas de chocolates presentes. Essa é a grandeza que faz com que o Chocolat Festival, em Ihéus, na Bahia, tenha se tornado uma das maiores vitrines para os empreendedores que buscam mais crescimento em engajamento no mercado.
Foi nessa perspectiva, que representantes de 12 municípios do Pará participam do evento desde a última quinta-feira, levando os produtos produzidos aqui à base do cacau da Amazônia.
Os empreendedores representam várias regiões do Estado, a maioria proveniente do Baixo Tocantins e do Xingu. São pequenos e médios produtores de Mocajuba, Igarapé-miri, Barcarena, Belém, Santa Bárbara, Tomé-Açu, Parauapebas, Vitória do Xingu, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Santarém.
No Pará, a rota do chocolate movimenta desde a região do Xingu até o nordeste paraense. As maiores produções se concentram em Uruará, Medicilândia, Brasil Novo, Anapu, Tomé-Açu, Mocajuba, Novo Repartimento, Tucumã, Altamira, Placas, Rurópolis, e Santarém.
Negócios e estratégias
Nesta edição do festival do chocolate mais tradicional da América Latina, os empreendedores têm a oportunidade de participar de rodadas de negócios, palestras e painéis que mostram a evolução da indústria cacaueira, as transformações impulsionadas pela tecnologia e pela sustentabilidade.
Nos fóruns de discussões, o Pará contribuiu com o painel "Indicadores de sustentabilidade: um olhar sobre a cadeia produtiva do cacau do Estado do Pará", ministrado por Elis Trzeciak, produtora de cacau e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
A relação entre produção e sustentabilidade na cacauicultura paraense é vista como fundamental para vários produtores paraenses, como afirma Victor Azevedo, representante de uma empresa de chocolates de Medicilândia, município considerado o maior produtor de cacau do Brasil.
“Quando a gente fala de cacau e do sistema agroflorestal estamos falando de sustentabilidade, porque o cacau tem a habilidade de conseguir fazer a recuperação do solo que foi degradado. Trabalhar esse tema e a produção do cacau significa que a gente consegue preservar o meio ambiente e recuperar aquilo que um dia foi perdido. Então, além de gerar desenvolvimento econômico, a gente consegue ter a questão da sustentabilidade, principalmente porque o Pará vai sediar a COP 30”, enfatiza Azevedo.
Durante o Chocolat Bahia, 15 compradores de cacau e chocolate de 12 países participam de rodadas de negócios promovidas pelo Programa Exporta Brasil, da Apex. Os países representados na missão são: Rússia, Países Baixos, Bélgica, Portugal, Lituânia, França, Alemanha, Islândia, Israel, Emirados Árabes, Unidos, Argentina e África do Sul.
Com informações de O Liberal
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