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Belém tem apenas só 19,3% da população com acesso à coleta e tratamento de esgoto; média nacional é de 59,7%

Sede da COP 30, tem apenas 19,3% de cobertura de esgoto e acelera obras de saneamento para melhorar seus indicadores antes do evento global


esgoto belém
Foto: Portal Tratamento de Água

A cidade de Belém, sede da Conferência do Clima (COP 30) em novembro, enfrenta uma realidade alarmante onde apenas 19,3% da população tem acesso à coleta e tratamento de esgoto, índice muito abaixo da média nacional de 59,7%, segundo dados do Ministério das Cidades. Com a proximidade do evento internacional, o governo acelera investimentos para tentar reverter parte desse cenário crítico.


Na distribuição de água, a cobertura é próxima de 95% da população, mas quando se trata de coleta e tratamento de esgoto, a taxa corresponde a praticamente um terço da média nacional.


Estado possui dos piores indicadores do país 


O cenário no estado é ainda mais preocupante. A coleta de esgoto atende apenas 17,3% da população paraense. Para amenizar os dados alarmantes do saneamento básico, investimentos superiores a R$ 1 bilhão, o governo do Pará está implementando mais de 13 projetos de saneamento até 2025. Entre as principais ações, estão a construção de 59,5 quilômetros de rede de esgoto, a expansão do abastecimento de água e a urbanização de diversas áreas.


Privatização da Cosanpa e promessa de R$ 20 bilhões


Como resposta à crise, a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) será privatizada. O leilão, agendado para 11 de abril, prevê a concessão do serviço em 126 dos 144 municípios, com investimentos de R$ 20 bilhões ao longo de 40 anos, segundo o BNDES.


Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o governo federal tem injetado recursos para acelerar obras de macrodrenagem e saneamento em Belém. Uma das intervenções emblemáticas é no tradicional mercado Ver-o-Peso, que há 129 anos operava sem esgotamento sanitário e agora receberá R$ 18 milhões em melhorias.


“Estamos conjugando esforços para melhorar o abastecimento de água na Região Norte, especialmente em comunidades ribeirinhas”, destacou o ministro.

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